segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ESTÁGIOS DESPORTIVOS DE APERFEIÇOAMENTO TÉCNICO


 
Os chamados Estágios desportivos de aperfeiçoamento técnico ou Campos de férias desportivas têm lugar no tempo das férias escolares e uma duração que varia entre os 3 os 7 dias.
Os jovens têm a possibilidade de participar num programa de actividades de aperfeiçoamento técnico da modalidade da sua preferência, conhecer e reforçar laços de amizade, aprender a trabalhar em equipa e adquirir noções importantes sobre educação ambiental, entre outras.
Passamos a referir os aspectos que julgamos mais relevantes na organização destes estágios, a adequar em função da sua duração, tendo como referência a Orientação desportiva.

ORGANIZAÇÃO  DE  ESTÁGIOS  PARA  JOVENS
ORIENTAÇÃO DESPORTIVA

Objectivos gerais
·  Aperfeiçoamento técnico da modalidade
·  Ocupação dos tempos livres
·  Formação integral dos jovens
·  Reforço de laços de amizade e de intercâmbio
·  Conhecimento do meio e da realidade
·  Educação ambiental
·  Noções de Segurança e de Primeiros socorros
·  Fomento da cooperação e trabalho de equipa

Objectivos específicos
·  Prática de situações específicas de aperfeiçoamento técnico de Orientação
·  Aquisição de noções sobre o treino e competição em Orientação
·  Informação sobre segurança e primeiros socorros em meio natural
·  Aquisição de noções sobre respeito e preservação da natureza.

Organização
Factores a ter em conta, a serem tratados com a antecedência necessária, para que, na data de início do campo, tudo esteja definido:

Alojamento
·  Locais onde os participantes possam estar isolados, tranquilos, em segurança e onde o único estímulo exterior seja a natureza.
·  As instalações devem garantir a alimentação, os banhos e possuir espaços exteriores para actividades lúdico-desportivas.
·  São exemplos: os albergues, os parques de campismo, algumas escolas e os centros de estágio.

Alimentação
·  Deve ser equilibrada, variada e ir um pouco ao encontro das preferências dos participantes
·  Nº de refeições por dia: pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar
·  Reforço alimentar para as actividades na floresta: a meio da manhã e a meio da tarde (lanche)

Enquadramento técnico
·  Equipa Técnica: director de estágio, director de actividades, técnico responsável, monitores e ajudantes.

Director do Estágio - responsável máximo do Estágio, coordena todo o processo de selecção de monitores, escolha do local, é responsável pela gestão financeira, organiza os contactos com as diversas entidades que colaboram com o estágio, define o tipo de alimentação e participa na organização das actividades.

Director de Actividades - responsável operacional pela organização e desenrolar por todas as actividades do estágio. Este trabalho é realizado em conjunto com o director do estágio, de forma a haver uma coordenação de ideias entre os dois responsáveis máximos do estágio. Na ausência do director do estágio assume a direcção a todos os níveis de decisão.

Técnico de Orientação - (ver “Orientação Técnica”).

Monitores - são responsáveis pelo controlo dos participantes – apoio, acompanhamento e vigilância – e pela colaboração prática na realização das diversas actividades. A relação monitor/participante deve ter em conta a idade e as características dos participantes e não deve exceder, em geral, os dez participantes para um monitor.

É importante que a maioria dos monitores tenha experiência em Orientação, pelo facto de ser necessária a sua participação activa nas sessões práticas. Devem igualmente possuir formação e aptidão pedagógica e conhecimentos de organização, de direcção de actividades lúdicas e de dinâmica de grupos.
É prática corrente recorrer-se ao trabalho benévolo dos professores e/ou treinadores responsáveis pelos alunos/atletas das escolas e/ou clubes presentes durante os estágios, mas que, em geral, não são suficientes para enquadrar os jovens inscritos nos estágios.
No sentido da superação desta lacuna, sugere-se à FPO a criação de cursos de formação para monitores, com a colaboração dos clubes da modalidade.

Divulgação
·  Utilização de meios atractivos para os participantes e esclarecedores para os encarregados de educação.

·  Os meios mais utilizados são a internet, as pequenas brochuras, os desdobráveis e os cartazes, onde deve constar a ficha de inscrição para o estágio – dados pessoais do participante, identificação do encarregado de educação e os contactos da família.

·  A informação deve ser precisa no que respeita à entidade organizadora, localização, acessos, telefones, descrição das instalações, responsáveis pelo campo, número e idade dos participantes, equipamento exigido e aconselhado, actividades a realizar e custo do estágio.

Inscrições
·  Realizadas dentro da data limite, com a ficha devidamente preenchida com letra legível.

·  Após a selecção dos participantes, cujos critérios são definidos pela organização, torna-se pertinente conhecer o perfil dos participantes e dar a conhecer a orgânica do estágio, quer através de uma reunião geral entre os directores do estágio e de actividade e os encarregados de educação quer através do preenchimento de um questionário elaborado para o efeito – não podendo estar presentes na reunião, serão enviados via internet ou correio normal.
Os encarregados de educação devem fornecer algumas indicações sobre as características dos seus educandos: comportamento sócio-afectivo, autonomia, saúde e hábitos, bem como o grau de experiência na modalidade.
Os directores de estágio e de actividade devem expor, de forma sintética, toda a orgânica do estágio, explicando algumas regras que são directamente relacionadas com os encarregados de educação, como por exº, o dinheiro que os participantes podem levar, a hora de visita e de utilização do telefone, a obrigatoriedade de os participantes levarem B.I., fotocópia do cartão de assistência médica e documentos do seguro.

Participantes
·  O número de participantes é definido de acordo com a capacidade das instalações, as actividades a desenvolver e o número de monitores disponível.

·  Também se deve ter em atenção as idades dos participantes e o número de participantes por sexo, de forma a haver um equilíbrio numérico.

Orientação Técnica
·  Torna-se necessária a opção de um profissional de E.F., com um currículo relevante na modalidade, que, em conjunto com o director do estágio e o director de actividades, programe as sessões práticas e que posteriormente dirija, enquadre e coordene os monitores na gestão dos grupos e dos conteúdos dessas sessões práticas.
Este profissional deve ter três a quatro ajudantes (atletas mais velhos) no apoio à colocação, levantamento e manutenção das balizas e sistema electrónico ou manual de picotagem, dos cartões de controlo e preparação dos mapas e outros materiais necessários no decorrer das sessões práticas e teóricas.

·  A educação ambiental e as noções de segurança e primeiros socorros, tornam-se pertinentes num estágio de Orientação, devendo ser leccionadas, sempre que possível, por técnicos experientes nestas áreas, de forma a mostrarem e explicarem aos participantes a fauna, flora, regras de preservação do ambiente e normas de segurança e primeiros socorros em meio natural.

·  Nas actividades que se realizam no interior ou na periferia do alojamento, podemos praticar jogos de animação. São organizados pelos monitores e devem ir ao encontro das expectativas dos participantes, proporcionando momentos de convívio e amizade entre todos, mesmo utilizando situações que envolvam competição entre equipas.

·  Os monitores devem ter um vasto conjunto de jogos, de maneira a poderem fazer alterações de acordo com o balanço da actividade nas reuniões técnicas diárias.

Transportes e comunicações
·  Na realização de actividades fora do local de alojamento é importante a organização de um sistema de transportes, que feita com antecedência, poderá ter o apoio de entidades, como, por exemplo, a autarquia.

·  No entanto, é necessário ter sempre previsto uma alternativa para possíveis falhas.

·  Também é importante haver sempre no campo uma viatura de apoio, se possível de todo o terreno, que poderá ser utilizada no transporte dos lanches, de algum material desportivo ou, ainda, para situações de emergência.

·  Deve ainda haver um sistema de comunicação – rádio, telemóvel – que ponha em permanente contacto os elementos da equipa técnica, especialmente nas situações em que os grupos estão em diferentes locais a realizar diferentes actividades.

Desenvolvimento do estágio
·  Durante a realização do estágio torna-se importante tentar respeitar o que foi planeado. No entanto, o programa pode ser modificado de acordo com o decorrer das actividades ou com as necessidades da organização.

·  A recepção é feita pelo director de estágio após a chegada de todos os participantes. É feita de forma breve, sendo apenas apresentadas as instalações e apresentado o horário da primeira refeição.

·  A distribuição dos participantes pelo alojamento deve ser feita mediante a especificidade do escalão etário e as suas preferências.

·  A reunião geral do primeiro dia serve para apresentar os responsáveis e informar os participantes das regras do estágio como, por exemplo, horários das refeições e dos transportes, utilização das instalações, visitas e participação nas actividades.

·  O recolher dos participantes é feito, com a excepção do primeiro dia, após a realização da animação nocturna. Deve haver alguma tolerância horária por parte dos responsáveis, uma vez que os participantes vêm de uma actividade excitante. No entanto, é aconselhável que, até ao termo da reunião técnica, todos os participantes estejam a dormir.

·  A reunião técnica diária é de grande importância, uma vez que é a ocasião em que se faz o balanço das actividades do dia e se preparam as actividades do dia seguinte.

·  Os períodos de tempo em que os participantes não têm actividade organizada têm como objectivos permitir que os participantes se preparem para as actividades do dia e tenham momentos para as suas próprias brincadeiras, leitura, descanso e correspondência.
·  No último dia do estágio, para além das habituais despedidas, é importante fazer-se uma inspecção às instalações, antes dos participantes partirem, por forma a verificar eventuais esquecimentos e estragos nas instalações.

A organização e realização de Estágios é uma actividade que implica grande responsabilidade e tempo de preparação.
A responsabilidade verifica-se no papel que os directores e monitores desempenham no controlo, durante vários dias, de um número considerável de participantes, de forma a garantir a sua segurança, que as actividades resultem em práticas significativas e que tudo corra na perfeição.

Critérios de êxito a ter em conta em acções de formação e estágios de Orientação para crianças:
§  Adquirir autonomia em ambientes desconhecidos.
§  Descodificar a simbologia de base do mapa (não o relevo ou outros objectos particulares) e poder relacioná-la com o terreno (e vice-versa).
§  Situar-se no terreno pelo sistema da “triangulação” e, portanto, sem bússola.
§  Orientação “espacial”: com o mapa orientado, devem poder optar por uma direcção a seguir.
§  Seguir por um caminho simples: com o mapa orientado – e a técnica do polegar.
§  Não utilizar a sinalética dos postos de controlo da IOF.
§  Adquirir uma velocidade de execução adaptada às suas aptidões, que lhe permita integrar todos estes parâmetros.

REFERÊNCIAS:
·         Animação Desportiva para jovens, Editora Almedina, 2001.













sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

TESTES DE AVALIAÇÃO DA CONDIÇÃO FÍSICA




ÍNDICE DE RUFFIER
ÍNDICE DE RUFFIER-DIKSON

(P1 + P2 + P3) – 200
             10

P2 + 2P3 - 2P1 – 70
               10

< = 0 ………...… Excelente
0 – 5 ……….… Muito Bom
5 – 10 …..…… Bom
10 – 15 ……… Médio
15 – 20 ……… Fraco


0 – 2.9 ………… Bom
3 – 6 …………… Médio
> 6.0 …………… Fraco

P1= pulso/minuto em repouso
P2= pulso/minuto imediatamente após 30 flexões de pernas em 45 ´´
P3= pulso/minuto após 1´de repouso.



TESTE DE COOPER

TABELAS PARA O TESTE DE COOPER
Corrida/Natação/Bicicleta   (*)
Avaliação da capacidade de Resistência Aeróbica
 
·    12 minutos de actividade, com intensidade doseada de forma que seja contínua do princípio ao fim, numa altura em que se sinta bem.
·    No entanto, como se trata de um teste à capacidade máxima é importante forçar-se o mais que se puder, dentro de limites razoáveis.
·  Deve ser realizado 3 horas, pelo menos, depois das refeições principais e num percurso antecipadamente medido com exactidão em metros.
·  Dados das tabelas = em metros.

Interpretação
Actividade

Menos de 30 anos

30 – 39 anos
40 – 49 anos
Mais de 50 anos

HOMEM

MULHER
HOMEM
MULHER
HOMEM
MULHER
HOMEM
MULHER

MUITO
MEDÍOCRE
CORRIDA
< 1609
< 1528
< 1528
< 1367
< 1367
< 1206
< 1287
< 1045
NATAÇÃO
< 400
< 375
< 375
< 350
< 350
< 300
< 325
< 250
BICICLETA
< 4023
< 3820
< 3820
< 3418
< 3418
< 3015
< 3218
< 2613

MEDRÍOCRE
CORRIDA
1609 – 1995
1528 – 1834
1528 – 1834
1367 – 1673
1367 – 1673
1206 – 1512
1287 – 1592
1045 – 1351
NATAÇÃO
400 – 500
375 – 450
375 – 450
350 – 425
350 – 425
300 – 375
325 – 400
250 – 325
BICICLETA
4023 – 4988
3820 – 4585
3820 – 4585
3418 – 4183
3418 – 4183
3015 – 3780
3218 – 3980
2613 – 3378

RAZOÁVEL
CORRIDA
2011 – 2397
1850 – 2156
1850 – 2236
1689 – 1995
1689 – 2075
1528 – 1834
1609 – 1995
1367 – 1673
NATAÇÃO
500 – 600
450 – 550
450 – 550
425 – 500
425 – 525
375 – 450
400 – 500
400 – 425
BICICLETA
5028 – 5993
4625 – 5390
4625 – 5590
4223 – 4988
4223 – 5188
3820 – 4685
4023 – 4988
3418 – 4183

BOM
CORRIDA
2413 – 2799
2172 – 2638
2252 – 2638
2011 – 2477
2091 – 2477
1850 – 2316
2011 – 2397
1689 – 2156
NATAÇÃO
600 – 700
550 – 650
550 – 650
500 – 600
525 – 625
450 – 575
500 – 600
425 – 550
BICICLETA
6033 – 6998
5430 – 6595
5630 – 6595
5028 – 6193
5228 – 6193
4625 – 5790
5028 – 5993
4223 – 5390

EXCELENTE
CORRIDA
> 2799
> 2638
> 2638
> 2477
> 2477
> 2316
> 2397
> 2156
NATAÇÃO
> 700
> 650
> 650
> 600
> 625
> 575
> 600
> 550
BICICLETA
> 6998
> 6595
> 6595
> 6193
> 6193
> 5790
> 5993
> 5390

(*) – Adaptado de DECHAVANNE, Nicole & PARIS, Bernard, 1982.


CATEGORIAS  DE  APTIDÃO - corrida pedestre plana

  IDADE

 SEXO

 MUITO FRACO


FRACO

 RAZOÁVEL
 BOM

EXCELENTE
 SUPERIOR

8 a 11
anos

Masc.

- 1400

1400 – 1700

1700 – 1900

1900 – 2300

+ 2300


Femin.

 1400

1400 – 1700

1700 – 1900

1900 – 2300

+ 2300


12 a 13
anos

Masc.

- 1600

1600 – 2000

2000 – 2400

2400 – 2800

+ 2800


Femin.

- 1500


1500 – 1800

1800 – 2150

2150 – 2650

+ 2650


14 a 19
anos

Masc.

- 2080

2081 – 2192

2193 – 2496

2497 – 2752

2753 – 2976

+ 2992

Femin.

- 1600

1601 – 1888

1889 – 2064

2065 – 2288

2289 – 2416

+ 2432

Indivíduos que praticam desporto com regularidade
SEXO  MASCULINO - corrida pedestre

IDADE

MUITO  BOM

BOM

SUFICIENTE

FRACO
14 – 15
anos
2625
3000
2425
2575
2250
2400
2025
2175
16
anos
2725
3075
2525
2700
2350
2500
2125
2275
17
anos
2825
3175
2625
2775
2400
2575
2200
2350
18
anos
2875
3250
2650
2825
2450
2625
2230
2400
19 – 20
anos
2950
3300
2725
2875
2525
2700
2300
2450

SEXO  FEMININO - corrida pedestre

IDADE

MUITO  BOM

BOM

SUFICIENTE

FRACO
14 – 20
anos
2425
2800
2175
2375
1925
2125
1725
1900