quarta-feira, 9 de maio de 2012

A BÚSSOLA – COMO UTILIZÁ-LA EFICAZMENTE



 
A bússola não é indispensável para a prática da Orientação, nomeadamente na fase de iniciação – tem mesmo a tendência em fazer distrair os principiantes da leitura do mapa e do terreno. Nesta fase o aspirante a orientista desportivo deve, fundamentalmente, orientar-se pela leitura do mapa e do terreno, isto é, fazer a relação permanente mapa-terreno e terreno-mapa.

Servindo essencialmente a bússola para nos deslocarmos a direito – para seguirmos a direcção ideal dada pela linha recta – a sua utilização precoce iria levar o iniciado a centrar nela a sua atenção – “ir com o nariz na seta vermelha” – desprezando assim a observação das características do meio em que se desloca e a sua relação com o mapa, sendo incapaz, na maioria dos casos, de determinar a sua posição exacta quer no mapa quer no terreno.

A utilização da bússola deve ser retardada – o seu uso no início do processo ensino/aprendizagem é mais prejudicial do que benéfica.

De facto, numa fase de iniciação é de todo prioritário e essencial que o orientista aprenda a ler o mapa e o terreno e faça a relação entre ambos – deve adquirir uma perfeita compreensão das indicações fornecidas pelo mapa, e isto em relação permanente com a observação do terreno/envolvimento.
O iniciado que faz com exactidão a relação mapa-terreno e terreno-mapa, pode, na maioria dos casos, passar sem a bússola para se deslocar de um ponto para outro dentro da floresta.

Nesta perspectiva, na iniciação à Orientação, a utilização da bússola, não sendo de todo indispensável, surge numa 2ª etapa – quando o orientista já sabe orientar-se sozinho pelo terreno.

Mais tarde, na fase de aperfeiçoamento e na fase de performance (orientista confirmado), o orientista alterna a leitura do mapa com a utilização da bússola durante uma prova, quer para orientar rapidamente o mapa quer fazer visadas e seguir azimutes.


Descrição da “Bússola de Orientação” de iniciação



A bússola de Orientação é feita em plástico transparente para que possamos ler o mapa quando a colocamos em cima dele.

A Placa de suporte
Esta placa transparente é plana e tem gravada uma “seta de direcção”, que indica a direcção que queremos seguir, a do ponto a atingir.

Está munida de uma régua graduada em centímetros e milímetros, que permite calcular as distâncias a percorrer – mede-se no mapa a distância entre dois postos de controlo, para, a seguir, a converter numa distância em metros no terreno, tendo em conta a escala do mapa. Algumas bússolas estão já equipadas com réguas nos bordos transversais da placa, que fazem directamente a conversão dos centímetros em metros para certas escalas (1/15.000 ou 1/25.000).

A placa de suporte pode também estar equipada com uma lupa (que facilita a leitura do mapa) e com dois “moldes”: um triangular (ponto de partida) e outro circular (posto de controlo), que permitem marcar manualmente no mapa os elementos de um percurso de Orientação.

O Quadrante Rotativo

Possui um quadrante rotativo graduado ou “caixa circular móvel”, montado na placa e encerra dentro de si a agulha magnética e o líquido. É esta característica de poder rodar que desempenha um papel importante na medição dos ângulos (Azimutes), permitindo “memorizar” mecanicamente direcções.

A caixa móvel é, assim, o referencial que indica o ângulo de deslocamento (o “Azimute”) em relação a uma referência permanente, o Norte. O objectivo fundamental do azimute é o de permitir ao orientista deslocar-se em linha recta para o alvo (ponto) a atingir.

O Quadrante Rotativo é constituído por vários elementos:
·      O quadrante propriamente dito, que possui nos seus bordos um “limbo graduado” de 2 em 2 graus. A sua escala vai dos 0 aos 360º, descrevendo uma circunferência, e alguns valores estão assinalados com os pontos cardeais: Norte  (360º/0º), Sul (180º), Este (90º)e Oeste (270º).
·      Uma “seta de alinhamento com o Norte” - também chamada “a casa do Norte” – que aponta o grau 0, que corresponde ao Norte. Em vez de uma seta, a “casa do Norte” pode também ser materializada por duas pequenas e grossas linhas brancas paralelas.
É somente quando “o Norte está em casa” – isto é, quando o Norte da agulha magnética coincide com a seta de alinhamento com o Norte - que podemos ler o ângulo de deslocamento. Este ângulo chama-se “Azimute” – a sua medição exprime-se em graus e faz-se sempre no sentido dos ponteiros do relógio. O azimute é, pois, o ângulo formado pela direcção a seguir - ângulo do deslocamento - e a direcção do Norte. A direcção a seguir é-nos dada pela “seta de direcção” gravada na placa de suporte da bússola.
Assim, a direcção e o sentido de qualquer posto de controlo podem ser indicados pelo rumo da bússola - pontos cardeais, colaterais e subcolaterais - ou pelo seu azimute, medido em graus, em relação aos 0º (Norte).
·      Uma rede de “linhas de alinhamento com o Norte”, paralelas à “casa do Norte” - que serão úteis nas técnicas de manipulação da bússola com o mapa, quando colocadas paralelamente aos meridianos deste.
·      A agulha magnética - A extremidade colorida desta agulha, em geral vermelha e branca, roda, mas estabiliza e aponta sempre na mesma direcção: o Norte. A vermelha aponta o Norte e a branca o Sul.
É esta agulha que constitui a bússola propriamente dita.
Está equilibrada sobre um eixo e flutua num líquido que lhe permite estabilizar rapidamente. A qualidade de uma bússola avalia-se pela rapidez desta estabilização – quanto mais rápida for, melhor é a bússola.
Atenção: os objectos metálicos desviam esta agulha …


Manipulação da “Bússola de Orientação” de iniciação:

Numa primeira utilização, a bússola permite orientar o mapa em relação ao terreno, fazendo coincidir a parte Norte da agulha magnética – ponta vermelha – com os meridianos do mapa.

Todavia, a sua principal função é o de permitir unir dois pontos graças ao azimute.

A manipulação de uma bússola exige alguns cuidados:
·      Devemos colocar a bússola sempre na horizontal: para determinarmos com precisão a direcção do azimute a seguir ou quando a consultamos.
·      Devemos escolher e visar com precisão uma referência do terreno - que se localize na direcção a seguir e que se encontre o mais longe possível - e caminharmos até lá sem olhar para a bússola. Chegando a esta referência devemos repetir sucessivamente a operação até alcançarmos o nosso destino - técnica das “visadas ou miras sucessivas”.
·      Não devemos confundir a “seta de alinhamento com o Norte” gravada na caixa móvel (“casa do Norte”) com a “seta de direcção” gravada na placa de suporte transparente. É esta última seta que nos indica a direcção a seguir.
·      Em terreno complexo, muitas vezes é conveniente fazermos a estimativa da distância a percorrer até ao objectivo, utilizando a técnica do “duplo passo”, para evitar passar na proximidade do ponto sem o ver (Aferição do passo).
·      Devemos ainda evitar utilizar a bússola em locais onde existam pontos de atracção magnética – os postos de alta tensão, a presença de uma mina ou um objecto metálico que carreguemos num bolso, podem alterar a direcção da agulha da bússola - utilizá-la horizontalmente, com o braço estendido para a frente, à altura do peito e perpendicular a este.

Orientar rapidamente o mapa pela bússola:
·      Orientar o mapa pela bússola, é colocar em paralelo e no sentido do Norte, os meridianos do mapa (que representam o N) e a agulha magnética vermelha da bússola. Para isso, sempre com a bússola na horizontal junto ao umbigo, devemos alinhar a agulha magnética com os meridianos do mapa, rodando o mapa – “fazer coincidir os dois Nortes” (o Norte do mapa e o Norte magnético).
·      Em caso de dúvidas, a bússola é a melhor ferramenta para nos assegurarmos que o mapa está bem orientado em relação ao terreno.

Técnica de orientação do mapa pela bússola:
·      Preparar a bússola – rodar a caixa móvel até que a ponta da seta da “casa do Norte” fique alinhada com a base (fixa) da “seta de direcção”, ambas a apontar no mesmo sentido.
·      Colocar a bússola em cima do mapa – de modo a que um dos seus bordos longitudinais coincida com os meridianos do mapa e que a “seta de direcção” fique com a ponta dirigida para o Norte do mapa.
·      Orientar o mapa – mantendo o conjunto mapa-bússola nessa posição, rodar todo o corpo até que a ponta vermelha da agulha magnética entre na “casa do Norte” – isto é, “fazer entrar o Norte em casa”.

Metodologia para calcular a direcção de um azimute dado - técnica “1 -2 – 3”:
1.   Rodar a caixa móvel até colocar o valor do azimute face à parte inferior da seta de direcção - “linha de leitura”. Segurar a bússola horizontalmente à frente e perpendicular e à altura ao peito, com a seta de direcção a apontar para a frente.
2.   Mantendo a bússola nesta posição, rodar o corpo até que a ponta vermelha da agulha magnética fique coincidente com a seta que está gravada na “caixa móvel” – “fazer entrar o Norte em casa”.
3.   Com “o Norte em casa”, visar na direcção indicada pela “seta de direcção” e escolher um ponto de referência no terreno o mais longe possível e seguir nessa direcção até ele, sem olhar para a bússola. Repetir este procedimento até chegar ao destino – isto é, deslocar-se pela técnica das “visadas ou miras sucessivas”.

Metodologia para calcular um azimute sobre o mapa - técnica do “1 -2 – 3”:
1.    Posicionar a bússola no mapa - Sem ser obrigatório orientar o mapa, colocamos o bordo longitudinal da bússola sobre o mapa de forma a unirmos o ponto onde nos encontramos com o ponto para onde nos queremos dirigir. Atenção: a ponta da “seta de direcção” deve estar a apontar na direcção para onde nos queremos dirigir.
2.    Calcular o azimute – Uma vez a bússola posicionada, rodar a caixa móvel da bússola de modo a que as linhas que estão no seu interior fiquem paralelas, e no mesmo sentido, com os meridianos do mapa, que indicam o Norte.
Fica assim calculado, sobre o mapa, o ângulo formado pela “seta de direcção” e a direcção do Norte do mapa. O valor deste azimute fica indicado na “linha de leitura”.
3.    Visar/fazer a mira - Segurar a bússola horizontalmente à frente e à altura do peito e rodar o corpo de modo a que a parte vermelha da agulha magnética fique coincidente com a seta que está desenhada na caixa móvel – isto é, “fazer entrar o Norte em casa”. Neste momento a bússola está a apontar na direcção do destino almejado. Olhar em frente, fixar um elemento de referência do terreno o mais longe possível, que fique na linha do azimute e caminhar/correr até ele, seguindo na direcção indicada pela seta de direcção. Repetir este procedimento, fazendo o deslocamento por “visadas sucessivas” até alcançar o objectivo.

Os azimutes são úteis :
·      À saída do ponto de controlo para seguirmos na direcção correcta – deve ser tirada com tanta mais precisão quanto a pernada for curta.
·      Na aproximação à baliza a seguir ao ponto de ataque. O azimute é tanto mais necessário quanto mais pobre for o terreno em detalhes e, portanto, o mapa for pobre em informações.
·      Para evitar alongar a distância em zonas sem “grandes” relevos e cobertas de vegetação.
·      Para atravessar com precisão uma zona de floresta densa. Nestas zonas, somente a bússola é fiável dado que as outras referências habituais, tal como o relevo, são muitas vezes difíceis de ver e/ou de interpretar.
·      Para sair de uma referência de forma arredondada: descer de uma colina, sair de uma depressão, atravessar um limite curvo de vegetação.

De modo a não “embrulhar” os principiantes com explicações muito complicadas, eis algumas indicações expeditas que os podem ajudar a perceber de forma clara e eficaz a utilização da bússola:

ORIENTAR O MAPA E DETERMINAR A DIRECÇÃO DO PRÓXIMO POSTO DE CONTROLO:
1.    Segura o mapa com a bússola colocada em cima, de modo a que o ponto onde te encontras fique perto do teu corpo (umbigo) e que o traço que une o posto seguinte fique diante de ti, na direcção do teu nariz.
2.    Agora roda o corpo com o mapa, até que o Norte do mapa e a agulha vermelha da bússola indiquem a mesma direcção. Atenção: não rodes apenas o mapa – roda também os pés.
3.    O mapa está agora na posição certa, isto é, está orientado. Tu encontras-te atrás do mapa, olhando na direcção do deslocamento. Se a baliza não estiver muito longe deverás vê-la ao levantares a cabeça.

ORIENTAÇÃO GLOBAL EM TRAJECTOS MAIS LONGOS – Bússola sobre o mapa:
1.    Dobra o mapa para o poderes segurar bem. Segura o mapa de modo a que o ponto onde te encontras fique perto do teu corpo (umbigo) e que o traço que une o posto seguinte fique diante de ti.
2.    Coloca o bordo da bússola ao lado e paralela ao traço que une o posto onde te encontras com o próximo posto.
3.    Segura bem a bússola sobre o mapa e roda o corpo até que a parte vermelha da agulha da bússola indique a mesma direcção que o Norte da mapa. Atenção: não rodes apenas o mapa ou a parte de cima do corpo – roda o corpo inteiro. O bordo da bússola assim como a seta de direcção da bússola indicam agora a direcção do próximo posto.
Escolhe um “alvo” o mais à frente possível nessa direcção e corre sem olhares muitas vezes para a bússola. Durante a corrida a bússola permanece na mesma posição em cima do mapa. De vez em quando, verifica a direcção da corrida e corrige-a, apenas se for necessário, seguindo as indicações do passo 3. Continua a fazer estas operações até encontrares o posto de controlo. Não te esqueças de ler o mapa e o terreno para teres a certeza por onde vais.

Em resumo:
·      A tua posição encontra-se perto do umbigo;
·      O trajecto a seguir está na direcção do teu nariz;
·      O ângulo da bússola indica a tua posição;
·      O bordo da bússola está paralelo ao traço de junção dos 2 postos;
·      Roda o corpo para fazeres corresponder o Norte do mapa e o Norte da bússola;
·      Agora encontras-te na direcção do deslocamento: “GO” … “ALLEZ” … “CORRE” …


 
 As bússolas comuns de competição – “bússolas de dedo” - não têm graus nem qualquer outra medida. O azimute não é expresso em graus, mas apenas numa direcção que o atleta estima através da orientação da bússola, indicando a direcção a seguir e permitindo-lhe ter o mapa sempre orientado e utilizar automaticamente a técnica do polegar. O atleta deve simultaneamente ler o mapa e o terreno com muita atenção.






sábado, 5 de maio de 2012

A ESCOLHA DOS ITINERÁRIOS (III)



AS VANTAGENS DA ANTECIPAÇÃO. COMO REALIZÁ-LA
A antecipação faz parte dos 3 automatismos de base a adquirir em Orientação. De facto, é essencial “ter a cabeça à frente das pernas” (ver antes de agir). É pela leitura do mapa que a antecipação se torna possível. E quanto mais a representação que o mapa transmite ao orientista é clara e rapidamente compreendida por este, tanto mais tempo fica na sua memória – neste estádio, a leitura do mapa é realmente eficaz.

A antecipação deve fazer-se em 3 momentos distintos:
1.    Itinerário de ligação entre dois pontos de controlo;
2.    Na aproximação à baliza;
3.    Escolher o itinerário vários pontos de controlo antes.

Iremos falar aqui do primeiro caso – realização do percurso entre um ponto de controlo e o ponto de ataque selecionado para o ponto seguinte. Assim, neste caso, poderemos por em evidência três vantagens em antecipar, em função dos três níveis de prática.


As vantagens da antecipação
Na iniciação – o orientista procura antecipar para não parar de correr e poder encadear o percurso parcial sempre em corrida. Esta competência automatiza-se ao mesmo tempo que outras competências que têm a mesma finalidade: fazer as provas sempre a correr (corrida contínua). Isto é:
·      Estar disponível para observar o terreno em corrida – os elementos da paisagem chegam mais depressa do que marchando;
·      Saber ler e interpretar o mapa em corrida;
·      Saber fazer um azimute com precisão com a bússola e segui-lo, sempre em corrida.

Na fase do aperfeiçoamento – a antecipação é uma ajuda mental muito preciosa para o orientista permanecer concentrado durante toda a prova. O orientista que antecipa ao longo dos itinerários mantém permanentemente o seu espírito virado para o objectivo a atingir e evita as fases de desconcentração que lhe podem ser fatais.

Na fase da performance – a antecipação tem a ver com a auto-confiança – o orientista que antecipa, sabe, por definição, por onde vai.


Como antecipar, progredindo no itinerário de ligação entre dois pontos de controlo ?

Antecipar em Orientação, é prever, graças à leitura do mapa, os elementos do terreno que o orientista irá encontrar. Trata-se de cortar o itinerário em pequenos troços (fragmentos). Esta divisão não é pre-estabelecida no momento em que o orientista escolhe o itinerário. Ele opera à medida que progride no terreno. É a representação mental de um elemento característico do terreno que há-de aparecer e de outros elementos intermédios que ele selecionou e que espera ver, que definem cada troço. Deste modo, ele sabe sempre onde está. Não forçosamente no mapa, mas em relação ao troço que ele fez do itinerário.

A dificuldade consiste em simplificar esta operação. Quer dizer, em reduzir o número de objectivos intermédios – e, portanto, o número de troços – escolhendo-os de entre os mais fáceis de encontrar.

A partir do momento que o orientista domina este automatismo, sabe permanentemente que está “em rota” para o elemento selecionado. Tem confiança. Trata-se de um trunfo psicológico muito “performante”. E tanto mais quanto a antecipação permite ao atleta detectar mais facilmente os erros que comete e evitar que lhe custem muito caro.


REFERÊNCIAS:
·      Jean-Daniel Giroux, 2003;



sábado, 28 de abril de 2012

Livro Psicologia do Desporto para Atletas - RECOMENDA-SE


Livro Psicologia do Desporto para Atletas



Autor:  António de Paula Brito
TEXTO EDITORES – Textos de Desporto – direcção Luís Horta
António de Paula Brito
O O livro visa disponibilizar técnicas da Psicologia do Desporto





Este livro procura estabelecer uma panorâmica da Psicologia do Desporto de uma forma clara e acessível.

Começando pelas definições e conceitos, percorre as suas múltiplas aplicações expostas por assuntos ou temas que podem ser lidos isoladamente, embora a sua sequência obedeça a uma lógica na relação da psicologia com o desporto.

A aprendizagem, o treino, a preparação para a competição, o controlo emocional, a competição e o seu resultado, a vitória, a derrota, a manutenção ou melhoria da «forma» e da condição física, a superação, assim como a relação entre colegas e com os opositores, com os treinadores e com os dirigentes, com o público e com a comunicação social são alguns dos temas principais. De igual modo, os maus resultados, as lesões, os conflitos, o abandono e a prática desportiva durante toda a vida são objecto de reflexão.

No seu conjunto, a Psicologia do Desporto procura o equilíbrio e o bem-estar do atleta, a sua superação e o contributo positivo das vivências desportivas para todos os outros aspectos da vida.

Conteúdos
1. O que é a Psicologia do Desporto
2. Factor psicológico
3. Papel do psicólogo no desporto
4. Desporto
5. Fenómenos psicológicos específicos do desporto
6. Preparar uma prova
7. Popularidade, fama, glória
8. Relação treinador - atleta
9. Alimentação
10. Viagens e estágios
11. Sexo e desporto
12. Manias e superstições
13. O clube
14. Influência da família
15. O público
16. Adversários
17. Os media
18. Esforço e dor
19. O abandono precoce
20. A reforma do atleta

Anexos: Fichas de observação do comportamento em competição

Características

Autor:
António de Paula Brito
Nº páginas:
115 páginas no formato 13 x 21 cm




quinta-feira, 19 de abril de 2012

A ESCOLHA DOS ITINERÁRIOS (II)



COMO ESCOLHER ENTRE VÁRIOS ITINERÁRIOS

Salvo raras excepções, a arte de traçar percursos consiste em propor ao orientista várias opções entre dois pontos de controlo.

A primeira tarefa do orientista, depois de ter definido o ponto de ataque (*) do próximo ponto de controlo, é escolher o itinerário que o conduzirá a esse ponto. Relembremos que este itinerário se constrói “às avessas”, partindo do ponto de controlo para onde queremos ir até à baliza onde ainda nos encontramos.

(*) – Ponto de Ataque = é geralmente um ponto de passagem (obrigatória) que o orientista fixa para o ajudar a descobrir a baliza sem perda de tempo. Deve ter as seguintes características: estar próximo da baliza; deve ser fácil de encontrar e o atleta deve poder correr rápido até ele; a partir deste ponto o orientista deve abrandar e a procura do ponto de controlo deve ser o mais segura possível.

Para optar entre vários itinerários possíveis, é necessário apoiar-se em dois critérios:
1.  A segurança percepcionada do itinerário. O orientista deve avaliar, em função do seu nível técnico e experiência, que probabilidades tem em realizar o itinerário, sem cometer erros, até ao ponto de ataque do próximo ponto de controlo – 100% de segurança, corresponde idealmente a um itinerário sem erros.
2.  A rapidez esperada para realizar o itinerário. Que tempo gastarei para descobrir o ponto de ataque ?  Torna-se pois necessário somar duas durações: a que vai do ponto onde estamos até ao ponto de ataque do próximo ponto de controlo, mais a distância do ponto de ataque até ao ponto de controlo para onde nos dirigimos.

Um bom traçado do percurso caracteriza-se por propor vários itinerários possíveis, sem que nenhum conjugue ao mesmo tempo a segurança e a rapidez máximas. A escolha do melhor itinerário ou do itinerário mais pertinente deve fazer-se tendo em conta estas duas percepções, sendo sempre estas, próprias a cada indivíduo. Para um mesmo indivíduo estas percepções podem modificar-se segundo o seu estado de fadiga, a sua concentração ou a sua facilidade particular em correr neste ou naquele tipo de terreno. Na parte final de uma prova, o orientista fatigado terá a tendência em optar por itinerários mais seguros, deixando alongar o seu trajecto. O tempo suplementar induzido por este alongamento do percurso é no entanto inferior às perdas de tempo resultantes de estados físicos ou mentais em stress.

Há pois todo o interesse para o orientista em progredir tecnicamente para, nomeadamente, poder optar por itinerários mais rápidos, mantendo o mesmo grau de segurança. Este grau de segurança depende em parte da leitura do mapa aquando da escolha do itinerário a seguir – em que elementos fiáveis do terreno, facilmente identificáveis pelo orientista, deverá ele apoiar-se ? – e da sua leitura do mapa em corrida, fazendo a relação com o terreno que vai desfilando aos seus olhos.

Escolher o melhor itinerário supõe que o orientista identificou todos os itinerários possíveis. Num bom traçado de percurso, raramente os melhores itinerários saltam aos olhos. Examinar o percurso nos dois sentidos – do ponto para onde queremos ir para o ponto onde estamos e vice versa – permite por vezes descobrir um novo trajecto (opção) possível.

Em caso de dúvida, é de privilegiar sempre o itinerário mais seguro, nomeadamente em relação ao itinerário até ao ponto de ataque.

É preciso relembrar também que, de uma maneira geral, em áreas de terrenos muito técnicos e íngremes, quanto mais difícil é a leitura do mapa tanto mais penoso é correr nessas zonas. Há também que avaliar a relação entre o “desnível economizado e a volta suplementar” para comparar a rapidez dos itinerários. Se essa relação for superior a 10 – por exº: 300 metros a mais para 30 metros de desnível a menos – o desvio (volta suplementar) não é rentável.

Enfim, nas provas longas um terceiro factor influencia a escolha do itinerário (fora a rapidez e a segurança). Trata-se de orientista saber gerir eficazmente o seu potencial físico – ele deve apoiar-se nas suas qualidades e nas suas fraquezas: corrida todo-o-terreno, corrida em encostas, corrida em caminhos, …



EM QUE MOMENTOS DO PERCURSO SE DEVEM FAZER AS ESCOLHAS DOS ITINERÁRIOS ?

A ESCOLHA DO ITINERÁRIO PODE FAZER-SE EM DOIS MOMENTOS DISTINTOS

1. Regra geral e de maneira preferencial, a escolha do itinerário faz-se – caso não seja possível antecipar – à saída do ponto de controlo. Nesta situação, o orientista deve fazer a escolha no ponto de controlo e não a 30 ou 50 metros ao lado (para não assinalar o local da baliza com a sua presença !!!). Nesta circunstância, afastar-se da baliza 50 metros sem qualquer controlo, uma vez que ainda não escolheu o itinerário, é, na maior parte das vezes, uma fonte de erro. O atleta deve permanecer na sua “bolha”, concentrado na sua orientação e não se deixar perturbar pelos outros concorrentes. Na realização de um itinerário, tanto o ataque à baliza como a saída do ponto constituem os dois momentos mais delicados. A direcção (azimute) tomada deve ser estimada, sempre que possível , com a maior precisão, tanto num como no outro caso.

2. A escolha do itinerário pode ainda fazer-se por antecipação ao longo de um percurso parcial simples, um ou vários pontos antes. Regra geral, o orientista deve focalizar-se nos futuros pontos de controlo mais difíceis. É claro que o atleta deve ter um ponto de referência bastante evidente do percurso que está a efectuar para retomar o contacto mapa-terreno, dado que o mais importante, é, seguramente, realizar correctamente o itinerário que ele está a fazer nesse instante.

A facilidade que o atleta vai ter ou não em antecipar vai depender de vários factores:
·      Do seu nível técnico e, nomeadamente, dos automatismos que já adquiriu no que diz respeito à gestão dos diferentes momentos do percurso.
·      Da dificuldade técnica do terreno e do traçado do percurso que poderá permitir a disponibilidade para uma tal antecipação, ou, ao contrário, exigir uma mobilização a 100% da concentração do atleta para o êxito do trajecto em curso. 


REFERÊNCIAS:
·      Jean-Daniel Giroux, 2003;
CONTINUA …






CRIAR UMA BIBLIOTECA DE IMAGENS MENTAIS

“… actualmente, o que faz a diferença entre os orientistas de alto nível, é a velocidade com que
cada um constrói a sua imagem mental simplificada do terreno” – Thierry Gueorgiou

O orientista tem necessidade absoluta de armazenar na memória grande quantidade de imagens do terreno com a correspondente associação aos diferentes símbolos do mapa. Esta competência ultrapassa largamente a simples aprendizagem da legenda.
Mesmo com poucas saídas para a floresta o orientista iniciado aprende rapidamente o significado da maioria dos símbolos. Mas isto é insuficiente para lhe permitir uma boa relação mapa-terreno, exigida pela competição.

Por exemplo: no estádio inicial de aprendizagem, a leitura da cor amarela do mapa apenas lhe transmite um saber teórico – é por um esforço voluntário de memória (certamente simples) que ele irá reconhecer que se trata de áreas abertas. Isto leva a uma perda de tempo na leitura e compreensão do mapa.

Sabe-se também que o estado mental do orientista depende estreitamente da sua forma física: com a fadiga – a seguir a uma subida, no final da prova …  – a leitura é mais lenta e maior o risco de errar.

É preciso ultrapassar este nível inicial de aprendizagem e atingir o nível em que a leitura da cor amarela reenvie diretamente imagens mentais de terreno de área aberta. Isto só é possível se o atleta constituir uma biblioteca o mais fornecida possível de imagens mentais do terreno.

Esperar passivamente que se vão desenrolando as provas da época, é, seguramente, um meio pouco eficaz para se alcançar esse estádio de desenvolvimento mental – numa competição, a leitura do mapa e do terreno é muito seletiva e poucas associações se retêm do percurso (símbolo/imagem do terreno).

Será bem melhor fazer, por exemplo, longas saídas para a floresta, para se ir constituindo um bom repertório de imagens. O que interessa é ver no terreno o máximo de detalhes que se encontram desenhados no mapa – um pouco como se fossemos verificar o trabalho dos cartógrafos ou como se fossemos marcar um percurso:
·      “O que parece este pequeno arbusto marcado a verde 2 no mapa nesta zona branca ?” E esta fonte ? E esta pequena clareira ?
·      E esta outra clareira com vegetação rasteira ?
·      E esta terceira clareira que não tem limite ponteado ?
·      E esta encosta com curvas de nível muito juntas, seria preferível subi-la a direito ou correr de flanco ?”
·     

É necessário “gastar” tempo a observar com pormenor os elementos do terreno, experimentar “vivê-los” como em corrida – grau de inclinação das encostas, penetrabilidade da vegetação, humidade dos terrenos alagadiços, instabilidade das zonas rochosas …

Este exercício pode fazer-se a andar, sob a forma de “mapa- promenade”, como o fazem muitos orientistas de alta competição nos seus treinos técnicos durante os períodos em que se encontram lesionados e impedidos de correr. É também praticado na véspera ou na ante-véspera de uma prova importante aquando das “provas modelo”.

Nesta perspectiva, não é necessário com este exercício o orientista ter-se que deslocar centenas de quilómetros para aprender a orientar-se em terrenos muito técnicos. Um terreno cartografado com precisão, se possível com grande variedade de detalhes, é suficiente, mesmo se, por exemplo, as pequenas reentrâncias rendilhadas se encontrem junto à borda dos caminhos ou perdidas no meio da floresta.

O orientista não deve hesitar em sair para os mapas perto da sua residência, que ele crê conhecer de cor e salteado … pois eles constituem, sem dúvida, um suporte para uma completa exploração …

A partir do momento que se começa a construir uma importante colecção de imagens mentais, a relação mapa-terreno “nos dois sentidos” começa a simplificar-se:
·      A partir da leitura do mapa – antecipar os elementos do terreno que o orientista irá encontrar é mais fácil. Imagens precisas e relativamente fieis vêm instantaneamente ao espírito.
·      No decorrer do itinerário – torna-se bem mais fácil, a partir de um elemento do terreno visto mas não antecipado no mapa pelo orientista, saber como ele pode estar representado e de o situar no mapa. Constitui uma preciosa ajuda para o orientista se relocalizar no terreno.


CARTOGRAFAR MENTALMENTE

Torna-se necessário, portanto, antecipar o terreno a partir da leitura do mapa e observar o terreno para se situar no mapa.

É precisamente com o objectivo de se saber fazer bem esta relação “à posteriori” que a cartografia mental tem todo o sentido.

A partir do terreno que atravessa, o orientista deve ser capaz de imaginar como será simbolizada a zona no mapa, antes mesmo de o ler.

À visão da floresta deve subpor-se quase instantaneamente a imagem mental do mapa correspondente.

Tal como o cartógrafo, o orientista deve saber como se representa cada detalhe do terreno, seja qual for a sua natureza. Uma vez mais, é a representação do relevo que será mais complexa, sobretudo nas zonas “desfiguradas”. Donde a importância das sessões (treinos técnicos) “mapa-promenade” evocadas no ponto anterior.

Esta nova actividade constitui uma excelente aprendizagem de observação do terreno. Para poder desenhar um mapa mental o mais completo possível, a atenção do atleta deve focar-se em todos os elementos. De seguida é preciso relacioná-los:
·      Que ângulo forma o carreiro que eu sigo com as curvas de nível ?
·      Como evolui a densidade da vegetação na encosta ?
·      O limite do pequeno bosque está no declive ?
·     

Graças a este estimulante exercício, o orientista adquire rapidamente uma visão “aguçada” do terreno.

Claro que é necessário uma progressão nesta aprendizagem para o orientista adquirir experiência e criar uma biblioteca de imagens mentais bem fornecida.

Este trabalho pode efectuar-se, quer o terreno esteja cartografado ou não, ou quer o orientista corra a pé ou de bicicleta ou mesmo que viaje de carro. Cada viagem pode dar oportunidade à construção destas imagens mentais. É pois um método igualmente constructivo para continuar a progredir tecnicamente quando se está lesionado.

Se o orientista ficar convencido do interesse desta forma de treino, torna-se necessário alterar os seus hábitos – durante os footings, os treinos em bicicleta ou os trajectos para as provas – e desenvolver com regularidade esta capacidade fundamental para dominar a orientação.

E, evidentemente, fazer também exercícios de simulação ou com mapa durante os treinos – observação do terreno e relação mapa-terreno “a posteriori”. Basta imaginar como determinada zona do terreno, natural e variada, será representada no mapa de Orientação, com o máximo de detalhes (vegetação, relevo, detalhes pontuais e lineares).

Com a experiência, é importante cartografar uma zona cada vez maior, observando o terreno ao longe através das árvores. Estes exercícios podem fazer-se a andar, no ritmo do simples footing ou numa sessão de VMA. Podem ser feitos em grupo para se poderem comparar os detalhes de cada atleta.

Boa sorte

REFERÊNCIAS:
·      Jean-Daniel Giroux, 2003.



quinta-feira, 12 de abril de 2012

A ESCOLHA DOS ITINERÁRIOS (I)



Orientista = “máquina de fazer itinerários”

A Orientação é uma actividade em que o praticante decide sozinho, isto é, o orientista é o único responsável pelas suas tomadas de decisão (opções), assumindo e responsabilizando-se pelos seus êxitos e pelos seus erros e fracassos – aqui a “culpa” não é do árbitro …

“Orientação” é sobretudo a escolha de itinerários, através da leitura e interpretação do mapa e da relação deste com o terreno. Conceber, visualizar e gerir itinerários é uma das competências mais importantes do praticante de Orientação.

O orientista reconhece, analisa e compara diferentes itinerários entre os pontos de controlo, optando pelo que lhe oferece melhores condições de êxito em função das suas condições do momento – nível técnico e estado de concentração e fadiga (física e/ou mental).


Fazer o projecto do itinerário … porquê ?

Se o orientista sair de um ponto de controlo sem antes ter decidido o itinerário a seguir para o próximo ponto, terá com certeza de improvisar a cada instante, arriscando-se, seguramente, a complicar e a alongar o trajecto e a perder tempo.

 Para evitar atalhos inúteis, é preciso ter uma visão de conjunto do trajecto a seguir antes de agir, isto é, o orientista deve estabelecer um projecto de itinerário antes de deixar a baliza – neste momento deve já saber, globalmente, por onde vai passar para ir para o próximo ponto de controlo.

Este projecto de itinerário terá em conta diferentes parâmetros:

Evitar os obstáculos

O que fazer, se o orientista se deparar com obstáculos importantes no caminho – falésias, grandes desníveis, vegetação densa, rio … –  ?
·      Contorná-los
·     Atacá-los, servindo-se de um ponto de passagem referenciado no mapa: interrupção de falésia, passagem (colo), corredor de vegetação de cor mais clara, ponte …

Em 1º lugar importa que o orientista referencie previamente os obstáculos no mapa para evitar descobri-los de imprevisto à medida que progride no terreno.

Em 2º lugar deve ver se é possível contorná-los com rapidez – caso contrário, deve encontrar  uma opção (trajecto) que permita a sua transposição.

A leitura do mapa e a compreensão do relevo revelam-se por vezes operações delicadas: as passagens (colos), por exemplo, são muitas vezes difíceis de identificar no mapa para os principiantes – no entanto são excelentes pontos de referência no terreno e permitem atenuar os desníveis. 

Simplificar o problema

A Orientação é um verdadeiro jogo entre o traçador de percursos e o orientista. O traçador tenta colocar problemas. O orientista deve simplificá-los para poder deslocar-se o mais rapidamente possível.

Nesta perspectiva, o orientista deve construir o seu itinerário, selecionando apenas os elementos mais evidentes, simples de referenciar no terreno, para não sobrecarregar a mente (reflexão) e permitir uma corrida rápida.

Os corrimões (*)

Torna-se necessário de seguida referenciar os “corrimões” que estão globalmente alinhados no sentido da corrida: estradas, caminhos, linhas de água, limites de vegetação, alinhamentos de falésias, espigões, rupturas de encosta, taludes, reentrâncias … São estes os elementos mais preciosos que permitem avançar com segurança para o objectivo.

(*) Corrimão: elemento linear do terreno orientado na direcção do itinerário.

Os elementos característicos do terreno

São os elementos do terreno diferentes, que o orientista consegue referenciar geralmente com facilidade - conforme o relevo e a vegetação que os podem "mascarar - mesmo se eles são de dimensões reduzidas: pequeno bosque numa área aberta, clareira no meio de uma floresta, pequena colina isolada ...
O orientista deve pois, seleccionar os elementos do terreno mais visíveis e evidentes (sobretudo do relevo), que lhe permitam correr mais rápido e sem riscos de errar - deve procurá-los no horizonte o mais longe possível.


A Regra de Ouro da Orientação

Entre o conjunto de automatismos  que o orientista deve adquirir, podemos definir três principais, que constituem de alguma forma uma “Regra de Ouro” para se encontrar um posto de controlo:
·      Gastar o tempo que for necessário até identificar o problema colocado pelo traçador de percursos.
Antes de deixar o ponto de controlo, o orientista deve já ter escolhido – com mais ou menos precisão, conforme a complexidade do terreno e do traçado – o seu projecto de itinerário, em função do ponto de ataque do próximo ponto de controlo.
·     Antecipar – uma vez o ponto de ataque e o itinerário escolhidos, é graças a uma antecipação permanente, ao longo desse itinerário, que a deslocação poderá ser segura e rápida.
·   Ser rigoroso na aproximação (ataque) à baliza. O ponto de controlo deve ser encontrado de maneira segura e não fruto do acaso ou da sorte. É imperioso respeitar o ponto de ataque escolhido e passar realmente por ele. De seguida, o orientista deve deixar o ponto de ataque com uma imagem mental do terreno envolvente da baliza o mais clara possível. Enfim, é graças a um ritmo de corrida adaptado que permita a leitura do mapa com precisão, à utilização da bússola e à estimativa das distâncias se necessário, que a baliza será “descoberta”.


REFERÊNCIAS:
·      Jean-Daniel Giroux, 2003;
·      EFSM Macolin, 1993.

CONTINUA …